...A dona do orfanato polonês repousava no sofá, como de costume fazia todas as tardes. Usava um longo vestido de algodão, tingido de preto a antiga moda cristã. Quando um dos órfãos se aproximou. Trazia em suas mãos uma caixinha de fósforo. Pé ante pé, andou até a escrivaninha, onde pegou alguns papeis de documento e os repousou sobre a cabeça da mulher. Ali mesmo riscou o fósforo, e o estrago estava feito. Saia da sala calmamente, ouvindo com orgulho os gritos de dor senhora. A chama que tomou conta do papel logo queimou sua retina e bastou um pouco da brasa cair na roupa para dominar o vestido. Slakoviski olhou uma última vez para onde estaria seu dedo do meio deformado, e mostrou para aquele corpo em chamas. Ainda que não tivesse importância naquele momento. Era o que ele aguardava desde o dia em que ela havia o quebrado.
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