...Laterais do tempo que pelas beiradas se criam. Não fazem tanto sentido quanto fizeram; num passado que nunca existiu. As estrelas se guiam pelo vento, e a rosa ainda se orienta pelas marés. Nunca se ficou sabendo ao certo; qual era o verdadeiro paradeiro das almas, nunca ficou sabido certo, quem era o homem. Erguiam muros a tempos e templos para adorar o filho que nunca veio. Pois se o príncipe nunca nasceu, quem ocupou o trono?
...Salvem as cabeças baixas que duram séculos de opressão. Impressões que são apenas borros de tinta, flutuando no papel. Nos panos de seu vestido, resta apenas a certeza, de que os olhos já estão secos e acostumados são as narinas com o clima. Não podem ser tão úmidos, não podem estar unidos. Um único ideal nunca foi o ideal para o qual se permanece. Um viva ao tempo que passa e ao manto que mantém erguida a pedra. Em mil faces cortadas segura o brilho real de uma vitória. São muitos que não olham. São tantos que não se pode olhar, ninguém quer tirar a prova. Pois não tem um ali que mereça ter a prova tirada. Nem o santo.
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